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macacos e a febre amarela

A FEBRE AMARELA E OS MACACOS

O Brasil vem passando por um surto de febre amarela.

A FEBRE AMARELA E OS MACACOS

 

O Brasil vem passando por um surto de febre amarela. No ano passado, foram registrados 777 casos da doença no país, e 261 mortes. A região mais afetada foi a Sudeste, com 764 casos, seguida por Norte, com 10 casos, e Centro-Oeste, três.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2017/03/Febre-amarela_Graf.jpg

 

A doença, que é caracterizada como infecciosa aguda, não contagiosa, febril e de natureza viral, se mantém nas regiões tropicais da América do Sul e Central e da África. No Brasil, tem caráter sazonal, ocorrendo mais frequentemente entre os meses de dezembro a maio, quando fatores ambientais (como o aumento de chuvas e de temperatura) propiciam o aumento da densidade dos vetores (mosquitos).

 

Fonte: https://jmarcosrs.files.wordpress.com/2012/01/febreamarela.jpg

 

            O vírus da febre amarela (VFA) possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. No ciclo silvestre a transmissão envolve principalmente primatas não-humanos (PNH), ou seja, os macacos e algumas espécies de mosquitos transmissores, sendo os dos gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina, e Haemagogus janthinomys a espécie que mais se destaca na perpetuação do vírus no Brasil.

Os macacos são infectados ao serem picados por mosquitos, em período de viremia (presença do vírus no sangue). Os humanos suscetíveis, ao frequentarem áreas silvestres, podem ser picados por mosquitos infectados. Embora não seja documentado no Brasil desde a década de 1940, no ciclo urbano, o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

Esses primatas não são responsáveis pela transmissão da doença. Quem transmite o vírus são fêmeas de mosquitos que vivem em área de mata. Esses mosquitos precisam se alimentar de sangue para sobreviver e colocar seus ovos. Como costumam viver nas copas das árvores, onde também vivem os macacos, acabam se alimentando do sangue desses animais. Uma fêmea de mosquito infectada com o vírus, ao picar um macaco, acaba transmitindo o vírus ao animal, que adoece. E as fêmeas de mosquitos não infectadas quando picam um macaco doente, adquirem o vírus e passam a transmiti-lo para outros macacos. O homem ao entrar na mata, para trabalhar, passear, ou realizar outro tipo de atividade, pode ser picado por uma dessas fêmeas de mosquito infectadas e adquirir a doença.

 

O ciclo “silvestre” da doença, afetando os macacos, antecede a infecção humana. Sendo assim, os macacos representam um alerta às autoridades quanto à incidência de febre amarela em áreas silvestres. Isso porque esses animais também são vulneráveis ao vírus, e a detecção de infecções em macacos ajuda na elaboração de ações de prevenção da doença em humanos. Eles servem como “sentinelas” da ocorrência e circulação do vírus. É importante mantê-los em seu ambiente natural, sendo monitorados, porque a detecção da morte de um macaco, que potencialmente está doente de febre amarela, pode nos dar tempo para adotar medidas de controle para evitar doença em seres humanos.

 

Se você mata os animais, vai haver um prejuízo, porque a vigilância não vai ser feita devido ao óbito daquele animal por uma pessoa. Além disso, é possível denunciar a matança ou maus tratos de macacos pela Linha Verde do Ibama (0800 61 8080), pois é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98. Na denúncia, podem ser encaminhados vídeos e fotos que auxiliem na identificação do crime e de quem o cometeu, por meio do e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br.

 

Ao encontrar um macaco doente ou morto, ligue imediatamente para o Centro de Zoonoses de Goiânia (3524-3136 ou 3524-3137). Uma equipe se deslocará até o local para retirar o animal ou carcaça e coletará o material necessário para a investigação epidemiológica. Não manuseie o animal em hipótese alguma. O Centro de Zoonoses conta com plantão permanente nos finais de semana e feriados. Lembramos que a população que a vacinação é uma forma eficaz de prevenção da doença.

 

Fonte: Adaptado de: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde < http://www.brasil.gov.br/saude/2017/03/macacos-nao-sao-transmissores-de-febre-amarela>, acesso em 11/01/2018.